A Cloud Dancer, escolhida da Pantone como a cor do ano para 2026 reforça uma boa prática de design e ninguém está falando sobre isso. Veja só!
Após a revelação feita pela maior autoridade global em cores, entusiastas e profissionais de design, se viram divididos em um grande mix de opiniões.
Enquanto alguns estavam claramente decepcionados, esperando uma cor mais vibrante para projetos futuros, outros entenderam, respeitaram e até defenderam a escolha pela pausa e pelo “silêncio em um mundo barulhento”, como explica a própria Pantone através da história de escolha dessa cor.
No entanto, em vez de fomentar ainda mais essa discussão, este artigo nasce com a visão de despertar a boa prática que essa a escolha de cor traz de modo intrínseco.
É branco… mas não é branco!
A Pantone não divulga cores de conversão oficiais para uso no design digital. Porém, ao que muitas fontes indicam, para a cor de 2026, o código HEX mais próximo, ou um ótimo ponto de partida, é o #F0EEE9 e, em RGB, seria 240, 238, 233.
O branco, branco puro mesmo, tem o código #FFFFFF que, no espectro digital, são as cores vermelho, verde e azul na sua máxima porção. Ao comparar a Cloud Dancer com o branco absoluto lado a lado, a diferença fica perceptível:

E essa é a boa prática que quero trazer: Evitar o uso dos extremos branco e preto absolutos no design ajuda a promover conforto ocular e também suaviza detalhes do layout em projetos digitais.
Muito comum de ser visto em sites, por exemplo, o texto preto sobre background completamente branco, ou o inverso, causa um certo desconforto imperceptível após um tempo de leitura.
Em âmbito mais filosófico, essa discussão acontece até na arte, onde pintores debatem sobre não utilizar tinta preta pura nem branca, alegando que não existe nada completamente preto nem branco absoluto na natureza.
Não à toa, os temas escuros de aplicativos estão ganhando mais adeptos. Também não é sem motivo, você nunca viu um livro com páginas brancas 🤯.
Então, por que não se inspirar na cor do ano aplicada em detalhes, em vez de se esforçar para aplicá-la no projeto em sua totalidade?
E, para amarrar ao ponto principal do artigo, vamos a regra 20-20-20.
A regra 20-20-20
Mesmo em um mundo de design perfeito, no qual todos os layouts seriam responsivos, amigáveis e com todas as boas práticas aplicadas, para quem trabalha no computador ou passa muito tempo em telas, ainda é muito comum sentir a fadiga ocular
Então a regra, segundo o oftalmologista Dr. Jeffrey Anshel, olhar um objeto que esteja a 20 pés de distância (mais ou menos 6 metros), por 20 segundos a cada 20 minutos ajuda a aliviar o cansaço dos olhos.
Conclusão com experiência
A questão aqui é lembrar que design envolve muito mais que a escolha de uma cor e não precisa ser uma dor de cabeça, literalmente.
Mas, também não deixarei de comentar que não seria uma surpresa caso a cor de 2027 da Pantone seja black, obviamente, não o preto puro #000000.